Crescimento não é só eficiência, mídia ou IA. É vínculo emocional em escala — e este estudo comprova isso.
Saiu um estudo importante — e pouco discutido fora do mercado — que ajuda a explicar por que tantas estratégias bem executadas ainda falham em gerar crescimento sustentável.
O Brasil Plural, pesquisa recém-lançada pelo Cenp – Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário em parceria com a Troiano Branding, analisou 370 marcas em 11 estados brasileiros, que juntas movimentam mais de R$ 1,34 trilhão, o equivalente a mais de 10% do PIB do país.
A conclusão é direta e desconfortável para quem ainda acredita que crescimento se resolve apenas com tecnologia, automação ou escala de mídia.
Crescimento não acontece no funil. Acontece na cultura.
O estudo comprova que marcas — e negócios — crescem quando conseguem ocupar um lugar emocional real na vida das pessoas.
Não é apenas sobre presença.
Não é apenas sobre eficiência.
Não é apenas sobre inteligência artificial.
É sobre pertencimento, identidade, confiança, orgulho e vínculo.
Mesmo em ambientes altamente tecnológicos, as decisões continuam sendo emocionais antes de serem racionais.
O Brasil não é um mercado único. É plural.
Outro ponto central do estudo é a constatação de que o Brasil não funciona como um bloco homogêneo.
Ele é diverso, regional, emocionalmente complexo.
Marcas locais tendem a se conectar com:
- raízes
- memória
- intimidade
- pertencimento
Marcas nacionais se conectam mais com:
- avanço
- status
- atualização
- conexão com o mundo
Não é uma disputa entre pequenas e grandes.
É uma disputa por territórios simbólicos diferentes. Negócios que tentam crescer padronizando um país plural acabam perdendo relevância.
Cultura não é discurso. É infraestrutura invisível de valor.
Durante muito tempo, cultura foi tratada como algo bonito para o branding, mas irrelevante para o crescimento.
O estudo desmonta essa lógica.
Ele mostra que cultura organiza:
- percepção
- confiança
- escolhas
- permanência
- valor
Negócios que ignoram a cultura até conseguem aparecer.
Mas têm dificuldade de se sustentar.
O alerta para 2026 já está dado.
Entramos em um ciclo de maior exposição simbólica do Brasil ao mundo.
Mais visibilidade.
Mais disputa de narrativa.
Mais tecnologia acessível a todos.
Nesse cenário, eficiência vira commodity.
IA vira ferramenta básica.
Mídia vira ruído.
O diferencial passa a ser leitura cultural e vínculo emocional em escala.
Provocar não é exagerar.
É antecipar.
Negócios que ignoram a cultura não vão desaparecer em 2026.
Mas vão ter cada vez mais dificuldade de crescer com consistência, relevância e permanência.
Porque marketing que move não nasce da tecnologia.
Nasce da leitura de gente.
E gente é cultura.
Em movimento, sempre.
O próximo movimento é seu!
Vamos conversar?
Dani Nogueira Estrategista de Branding & Growth.
Fundadora da DROPHOUSE — produtora estratégica de branding, cultura e performance.